Cap. XVII
parte I
O pedido
Acelerado. Era
o primeiro momento que por fração de segundos esquecera a existência de Arthur.
Fora mágico, basicamente surreal. Contudo, ao abrir os olhos a imagem que
estava em sua frente era o sorriso daquele que a havia deixado. Estremeceu e
gradativamente se esvaiu aquela forma e se encheu os olhos da pobre menina
aqueles lábios e olhos apaixonados de Rafael. Voltou a sorrir. As mãos eram geladas. O sorriso trêmulo. O
olhar desconcertado e todo este conjunto enchia o coração do nobre rapaz.
Pegou-a pela mão.
- Venha
comigo!
- Para onde?
-Confia em
mim?
- Como assim,
Rafael?
- Só me diga.
confia?
- Confio.
- Então venha.
Saíram
correndo do restaurante. O destino já estava traçado pela vida e pelo Cortez,
mas Guilia ainda encontrava-se perdida. Foi ao lugar onde vira a doce moça pela
primeira vez. Exatamente no local que a abordou e enfim parou.
- O que
estamos fazendo aqui, Rafa?
- Acho que
aqui é o melhor lugar!
- Para quê,
seu doido?
- Para isso.
Ajoelhou-se na areia. Os
banhistas olharam assustados e prestaram atenção ao estranho casal.
- Guilia,
nunca uma mulher me fez tão feliz como você me faz só por existir. Eu não penso em outra coisa, nos meus afazeres,
o meu mundo parou no momento em que te vi pela primeira vez sorrindo para o
mundo. Não consigo tirá-la da cabeça porque você é, simplesmente, o sonho que
alimentei por tanto tempo. Não quero perder a realização deste maravilhoso
sonho. Eu sei que não sou o primeiro em sua vida, mas se você me der uma
oportunidade, tenho certeza que posso te fazer feliz só porque você me faz
muito, muito feliz. Um homem realizado apenas com sua existência. Faça-me mais
feliz. Namora comigo!
Guilia ficou totalmente
perplexa. Não esperava. Lentamente com os olhos transbordando se ajoelhou em
frente a Rafael. Seus olhos a denunciavam. Rafael segurou sua outra mão,
colocou-as em seu peito.
- Está vendo
isso aqui? Só funciona porque você me motiva, me inspira, me dá vida. O que eu
te peço não é para me amar, ou, sequer, para sentir o que eu sinto. Eu só te
peço uma chance, por pequena que seja. Uma chance, minha ninfa. Uma pequena
chance.
Tirou as mãos do peito do rapaz.
Colocou-as no rosto do mesmo. As pessoas olhavam aturdidas e esperançosas pela
resposta de Guilia. Sorriu.
- Eu te daria
quantas chances fossem necessárias.
- Isso é um ”sim”?
- Não. Isso é
um “eu aceito”!
Rafael gargalhou. Abraçou a
amada e a beijou intensamente. As pessoas, muitas delas emocionadas, choravam e
aplaudiam. Ele a pegou no colo e rindo rodava com a mulher de sua vida nos
braços.
- Vou te fazer
feliz. Eu prometo. Prometo muito. Vou ser o melhor na sua vida. Obrigado por me
deixar mergulhar em você, minha linda. Obrigado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário