VIII- Despedida
Amanhecera. Um raio de luz tocava os belos olhos da adorável Guilia que em nenhum instante os fechou por saber que o sonho terminaria quando assim fizesse. Virou-se, ohou veementemente para Arthur e com lágrimas nos olhos dizia que o amava. Passou a mão pelos cabelos e rosto do adormecido e amado homem que estava ao seu lado até que Arthur acordou.
- Guilia, ainda é cedo!
- Eu sei.
- Por que você está acordada?
- Não quero perder nenhum minuto ao seu lado
Arthur sentou na cama e apertou a cabeça entre as mãos, chorando, disse:
- Não é culpa minha! Você acha que é fácil para mim? Você acha que essa decisão é fácil? Não, Guilia, não é! Claro que não! Até te conhecer eu era uma pessoa solitária, mesmo que todos me amassem, eu era assim. Eu estava acostumado a isto até que você chegou e mudou tudo e agora eu tenho de ficar distante e eu sei que não consigo suportar...
Guilia o abraçou e em seu ouvido pressionou os lábios para então dizer:
- Eu te amo e vou sempre amar você.
E por ali ficaram quase o dia inteiro. Se pudessem ficariam para o infinito, mas, como de costume, o tempo insistiu em mostra o infinito finito deles dois.
Foram belos e angustiosos dias cujo fim se aproximava. Era novamente a hora de Arthur ir. Chorosos, sentaram-se no carro. Não falaram absolutamente nada até chegar ao aeroporto. Chegado ao primeiro destino, Arthur saiu do carro, pegou suas coisas e lentamente se despediu de quem ficava, seus pais e sua querida Guilia, a qual mantinha os olhos fixos no amado, sem se distrair com as pessoas ou a paisagem ao redor. Ela sabia que aquele era um momento único e que se perpetuaria por suas noites por muitos, muitos anos. Guilia o abraçou e aninhada no peito do seu amado disse a mais verdadeira e bela frase que pode fluir do íntimo de quem ama:
- Eu te amarei para sempre!