Cap. XVII
parte II
O pedido
Cap. II
Ele a levou
até a porta do condomínio. Abraçou-a e a olhou com o um sorriso muito terno.
Beijou-a com todo o calor da emoção que tinha dentro do peito. Era amor que exalava de Rafael. Após um longo e terno beijo, sorriu e disse
que iria embora.
- Estou indo,
meu bem. Obrigada por me dar a melhor resposta do mundo. Vou honrá-la enquanto
puder.
- Obrigada
pelos momentos de hoje. Não os esquecerei.
O rapaz pegou a mão da menina e beijou e então
começou a caminhar olhando para ela.
- Você vai
cair, menino! Vira para frente e anda direito!
Rafael gritou:
-Não posso!
Você me enfeitiçou! Cada minuto que perco sem te olhar, é uma eternidade para
mim!
Ela sorriu num
sorriso generoso e gracioso. Sorriso este que Rafael levaria para a
posteridade.
A linda moça entrou em sua casa
entre suspiros e sorrisos. Subiu pra seu quarto. Antes de qualquer coisa, pegou
aquela espécie de diário que mais eram relatos de suas angústias, alegrias e
Arthur. Sentou-se em sua varanda e pôs-se a relatar tudo que houvera
acontecido. Era sim um princípio de bons sorrisos.
Observação:
Desde
que aderiu ao diário,
Narrou
todos os seus momentos.
Olhou para o
céu: muitas estrelas, mas a lua naquele dia não apareceu. Sinal de ausência.
Ausência de Arthur. Sorriu. Por alguns minutos deu risadas e escreveu seu
pensamento:
- Nunca pensei que poderia
esquecê-lo por mais de um minuto e consegui isto por horas. Obrigada, vida.
Obrigada, Rafael.
Após escrever
correu para o telefone. Ligou para Luiza.
-Amiga?
- Guilia?
- Sou eu!
- Pode me
contar todos os detalhes, mocinha!
- Estou
namorando!
-Como assim,
garota? Dá pra contar todos os detalhes ou está difícil? (Gargalhou)
Guilia então contou passo a
passo todos os pequenos e grandes detalhes daquela tarde e quando, por fim,
terminou aquele venturoso dia, Luiza falou:
- Até a mim
esse rapaz conseguiu surpreender. Eu não esperava!
- Se você não
esperava, imagine-me?
- Amiga, mas
você gostou?
- Posso te
confessar uma coisa? Ele me deixou sem chão. É
graça de rapaz. Faz sentir-me bem, querida, mulher. E, por alguns instantes, tirou dos meus pensamentos o Arthur.
- Isso é bom,
amiga. Estou gostando deste rapaz.
- Eu também.
Ele é simples e educado. Tem um sorriso lindo que me faz esquecer o mundo.
- Sinal de uma
paixão?
- Não sei, mas
sinal de uma doce companhia.
E conversaram por horas. Eram
detalhes, risadas, conselhos e felicidade. Era o resumo de um dia que ficaria
na memória durante toda uma vida, ou melhor, duas vidas.
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