segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VII- O Retorno
Parte II
       
         Desta forma passaram toda aquela semana. Uma semana mais cheia de amor que uma vida inteira de casais neste mundo.Eles se amavam e o tempo, cruel ao saber disto, acelerava seus passos para que a melhor das semanas de suas vidas voasse em direção ao aeroporto.Contudo, o casal não se importava. Não perceberam a mudança de clima, tampouco percebiam o tempo correr. Assim, vieram e comemoravam bastante o amor, mas o que eles não esperavam era a convocação de Arthur. Sim, Arthur foi chamado ao escritório naquela semana de férias e lá ocorreu uma reunião com todos accionistas da empresa, que o parabenizavam por sua carreira e seu trabalho promissor no exterior. No entanto, a reunião consistia em passar mais informações de trabalho, agora com desenvolvimento de mais um ano ou dois. Arthur se desesperou e de imediato recusou.
                     
                      - Senhores, com todo respeito, mas devo recusar. Prefiro que mandem outra pessoa.
                      - Meu rapaz - disse o presidente da empresa-  isto é importante para você também. Se você ficar não conseguirá ganhar em um ano o que lá ganhará em um mês. É promissor! Além disto, você terá férias de dois meses e ao retornar será nosso líder de negociações. Aceite!
           
          Arthur pediu um tempo para pensar. Eles concederam um dia. Do lado de fora, Guilia esperava ansiosa. Enfim o bom rapaz saiu, derrotado.

                     - Meu amor! Como foi? Que rosto é esse de abatido?
                     - Eles me elogiaram ( procurando o chão para fixar seu olhar)
                     - Então, qual o porquê de você está abatido?
                     - Eles querem que eu fique por lá mais um ano ou dois.

                           Guilia largou a mão de Arthur, respirou fundo. 
                     - Mas vai aceitar?
                     - Eu não tenho escolha.
                     - Eu sei que não...
                           E foi então que uma lágrima rolou pelo doce rosto de Guilia.

            Guilia o deixou e saiu dali, sozinha. Caminhou sem destino, enquanto Arthur a gritava, mas nem por um momento ela olhou para trás. O amava e sabia que esta decisão a ser tomada mudaria todo percurso de suas vidas. Arthur finalmente a alcançou e ofegante disse:

                    - Qual o seu problema? Eu ainda não aceitei!
                    - Você já sabe qual a reposta.
                    - Guilia, preste atenção no que eu vou te dizer. Minha vida não tem sentido sem você. Se eu pudesse te levaria comigo, mas não posso. Entenda!
                    - Eu entendo (sem olhá-lo). 
                    - Você não entende!
                    - Não diga que eu não entendo (erguendo a sombracelha daqueles olhos chorosos)! Só que eu sei que as coisas mudarão e que vai ser ainda mais árdua a vida do que foi esse período sem você.
           
           Arthur não falou nada. Abraçou-a por longos instantes e a beijou com um ardor choroso e ,entre susurros e beijos , pedia desculpas a cado passo que falava que a amava. Caminharam então para a casa dele e lá tiveram uma inarrável noite. Amaram-se com tamanha veemência e deixaram ser amados pelo momento. Guilia deixava rolar lágrimas pelo seu rosto em um dos momentos que jamais esqueceria por toda sua vida. Arthur tremia de felicidade e ao mesmo tempo mantinha as mãos geladas por saber que aquele momento era o mais cheio de vida e amor de toda sua vida. E o luar os abrilhantou através de raios bem suaves que atravessavam a janela e repousavam sobre a paixão deles.