Cap. XVII
parte III
pedido
Aquela tarde inesquecível teria
sido o sonho daquela noite para Rafael. Apesar do alto da sua maturidade,
jamais tivera vivido algo tão intenso e tão simples daquele jeito. Era amor. Só
poderia ser.
Guilia apenas sorria. Era um
sorriso tão contagiante que até se o céu tivesse permissão, lhe sorriria também
de tão expressivo que era. Dormiu em um sono tão delicioso de olhar que dava
vontade de sonhar também. Entretanto, apesar de sentir tudo isto, ainda não
esquecera Arthur, que, por um momento, não estava por perto, mas apenas por um
momento. Assim que acordou, foi à varanda, suspirou o ar fresco daquela manhã
ensolarada e voltou para o quarto. Bateram na porta, Guilia atendeu.
- Filha, tem
visita para você lá embaixo.
- Quem é?
-Desce pra
ver, garota.
Colocou o hobby e desceu. Era
apenas um rapaz desconhecido com flores. Ela sorriu. Pegou as flores e leu o cartão
que dizia:
“ Quero conquista-la
todos os dias., pois só de pensar nos teus olhos. São conquistado, mesmo à distância.
Você me faz um homem melhor e eu quero fazê-la a mulher mais feliz deste mundo,
custe o que custar.
Um dia, alguma
dia, nosso momento é agora.
Com carinho do
seu eterno apaixonado,
Cortez.”
Inspirou alegremente a
fragrância das rosas e as colocou na água em seu quarto. Correu para o celular
e imediatamente mandou uma mensagem para Rafael.
“ Nunca fui acordada com uma
surpresa tão boa quanto flores. Elas têm o seu cheiro. Cheiro de felicidade.
Cheiro eterno, cheiro seu. Obrigada, meu bem. Com carinho, Guilia Fernandes”
Rafael não demorou a responder.
“ Elas exalam o que eu sinto por
você. Não há mais a dizer. Você é a mulher da minha vida.”
Guilia estremeceu, mas ficou
alegre. Alguém a amava e isso era bom. A princípio, retribuir era difícil, mas –pensava Guilia-, não seria impossível. Correra para o diário posto e nunca retirado
da mesa. Escrevera.
Este foi o primeiro de muitos
momentos felizes ao lado de Rafael. Todos os dias era uma nova emoção e assim
se passaram dois meses muito felizes.
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