Capítulo III
Parte II -Respostas, convites, encontros e...
Guilia sentia cada segundo passar. Nem as músicas, fiéis companheiras, conseguiam acalmá-la. No caminho para o curso preparatório, Guilia encontrou com sua amiga de sala e foram conversando. Em vão tentativa de se distrair. Seus olhos denunciavam. Luíza, sua amiga, sentia a inquietude que não era típica de sua melhor amiga.
- Gui! O que aconteceu?
Contida, procurou a defensiva.
-Tô cansada. Não dormi direito.
- Amiga, não é só isso. Eu sei e você sabe melhor que eu.
- Não foi nada.
- Tem certeza?
Não existia certeza e sim muitas dúvidas. Guilia precisava desabafar e a única que a entenderia.
- Não amiga! Estou ansiosa. O Arthur não responda à minha mensagem.
- Calma amiga!! Ele ainda não deve ter visto!
- E (suspirou)... Pode ser.
- Posso te falar uma coisa, Gui?!
- Claro!
- Você se apaixonou por ele e nem notou.
A amiga estava com a razão, por mais que não quisesse acreditar. Caminhavam devagar e a conversa se estendeu e isto aliviou a tensão de Guilia, até a mensagem ser notificada e notada.
...
“Até breve. Muito breve”
O coração de Arthur saltou! Suas mãos tremiam. Seu corpo mal podia conter tamanho entusiasmo sentado na cadeira. Alvoroçado, seus colegas de trabalho notavam sua alegria espontânea e comentavam entre si. A menina, a menina causadora de sua insônia o respondeu. Ela o queria ver em breve tanto quanto ele queria. Sinal de lembrança. Sinal de ser lembrado. Sorria e seus olhos não seguravam tanta felicidade. Leonardo assistia à cena e se emocionou. Jamais viu o amigo daquela forma. Era anos de convivência e de todas as reações esta realmente era a mais expressiva.
-Meu amigo, responda-a!
-O que vou falar? Será que ...
Leonardo bruscamente o cortou.
-O que vai falar? Faça um convite. Ela aceitará!
- Vou chamá-la para tomar um café. Hoje?! Hoje, à tarde. É isso (rindo)!
- Ótima idéia!
Leonardo olhava o amigo e sentia a felicidade deste.
-Nossa (suspirou)! Estou emocionado!
-Por quê?
- Estou vendo nos seus olhos o começo de uma linda história.
Arthur olhava para Leonardo feliz por acreditar no que falara.
- Sério?
- Tenho mais convicção disto que sobre seu passado inteiro.
Sorriram. Confabularam e escreveram o convite. O dia tinha retomado sua cor. Trabalharam e saíram para almoçar. Arthur nunca tivera sentido aquilo. Mal sabia ele que aquela sensação seria sentida por toda a sua vida.
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