Cap. XIX
Olhos, encontros, desencontros e notícias.
Cap. V -Parte II
Luiza
estava assistindo ao jogo de Vôlei, no instante que Rafael e Guilia entraram no
quarto.
- Gui!
Você por aqui? (riu)
- Não
somente por aqui, mas com uma notícia ótima!
- Qual?
Conta!!!
- Você
está de alta, amiga! Já posso te levar para casa!
Luiza
congelou. Gostaria de gritar ou saltar dali, mas não podia por conta da instância,
logo sua reação foi a mais óbvia: chorar. Guilia a abraçou e Rafael seguido do
dono dos olhos mais azulados, doutor Luiz Carlos que interrompeu o momento
único das amigas.
- Mas,
isso não quer dizer, Luiza, que você irá pulando para casa! Você fará fisioterapia
durante um tempo.
- Só de sair daqui e ir dormir no meu quarto,
com meu cheiro, eu já estou muito feliz.
- Sua
recuperação foi incrível, como disse para Guilia,e, com certeza, esta nova etapa
você vai tirar de letra.
Rafael
olhou para Guilia que de imediato entrou na história.
- O
doutor falou isso e concordo com ele, amiga! Você é demais! (sorriu)
A
alegria saltava nos olhos de Luiza. O alívio fluía nos olhos de Guilia por dois
motivos: sua amiga retornaria para casa e o ensejo lhe proporcionava tempo para
fugir da pergunta de Cortez, enquanto os olhos de Rafael pulsavam ansiedade e
receio ao passo que os de Luiz Carlos brilhavam curiosidade.
Luiza
saiu pelos corredores em uma cadeira de rodas para evitar forçar a lesão e
neste meio tempo, os olhos azuis que tanto espreitavam, tomou partido.
-
Guilia, posso falar um minuto com você?
-
Claro, doutor.
- Só
queria que você soubesse que se você precisar de um ombro amigo eu estarei
aqui. Eu sei que você deve achar estranho da minha parte dizer isto, mas estou
falando do meu coração. Observei você durante este tempo aqui e você é uma
mulher que inspira confiança e admiração.
Guilia
não sabia o que dizer. Encarou-o, enquanto ele sorria.
- Não
ache que sou maluco, apesar de ser um pouco, pois de médico e louco todo mundo
tem um pouco e eu posso dizer isso de carteirinha. (riu)
A
menina sorriu.
- Pode
deixar. Muito obrigada pela gentileza.
Rafael
olhou para trás. O jovem médico reparou e disse:
-Seu amigo está te esperando.
Peguei seu número na recepção, posso te ligar para conversarmos?
- Ele é meu noivo...Quer dizer,
namorado.
- Como assim? Noivo? Você não usa
aliança.
- Deixe isso para lá.
Rafael
se aproximou e Guilia mudou de assunto imediatamente.
- Com certeza, doutor. Vou ficar
de olho nela, nas restrições que você me passou. Muito obrigada!
Rafael
apertou a mão do médico que acenou positivamente com a cabeça. E assim deixaram
um pedaço de sua história ali e Guilia levou um pedaço da história daquele
lugar: misteriosos olhos azuis que a espreitavam.
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