segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Cap. XIX
Olhos, encontros, desencontros e notícias.

Cap. V -Parte II         
        
Luiza estava assistindo ao jogo de Vôlei, no instante que Rafael e Guilia entraram no quarto.
                - Gui! Você por aqui? (riu)
                - Não somente por aqui, mas com uma notícia ótima!
                - Qual? Conta!!!
                - Você está de alta, amiga! Já posso te levar para casa!
                               Luiza congelou. Gostaria de gritar ou saltar dali, mas não podia por conta da instância, logo sua reação foi a mais óbvia: chorar. Guilia a abraçou e Rafael seguido do dono dos olhos mais azulados, doutor Luiz Carlos que interrompeu o momento único das amigas.
                - Mas, isso não quer dizer, Luiza, que você irá pulando para casa! Você fará fisioterapia durante um tempo.
                -  Só de sair daqui e ir dormir no meu quarto, com meu cheiro, eu já estou muito feliz.
                - Sua recuperação foi incrível, como disse para Guilia,e, com certeza, esta nova etapa você vai tirar de letra.
                               Rafael olhou para Guilia que de imediato entrou na história.
                - O doutor falou isso e concordo com ele, amiga! Você é demais! (sorriu)
                               A alegria saltava nos olhos de Luiza. O alívio fluía nos olhos de Guilia por dois motivos: sua amiga retornaria para casa e o ensejo lhe proporcionava tempo para fugir da pergunta de Cortez, enquanto os olhos de Rafael pulsavam ansiedade e receio ao passo que os de Luiz Carlos brilhavam curiosidade.
                               Luiza saiu pelos corredores em uma cadeira de rodas para evitar forçar a lesão e neste meio tempo, os olhos azuis que tanto espreitavam, tomou partido.
                - Guilia, posso falar um minuto com você?
                - Claro, doutor.
                - Só queria que você soubesse que se você precisar de um ombro amigo eu estarei aqui. Eu sei que você deve achar estranho da minha parte dizer isto, mas estou falando do meu coração. Observei você durante este tempo aqui e você é uma mulher que inspira confiança e admiração.
                               Guilia não sabia o que dizer. Encarou-o, enquanto ele sorria.
                - Não ache que sou maluco, apesar de ser um pouco, pois de médico e louco todo mundo tem um pouco e eu posso dizer isso de carteirinha.  (riu)
                               A menina sorriu.
                - Pode deixar. Muito obrigada pela gentileza.
                               Rafael olhou para trás. O jovem médico reparou e disse:
-Seu amigo está te esperando. Peguei seu número na recepção, posso te ligar para conversarmos?
- Ele é meu noivo...Quer dizer, namorado.
- Como assim? Noivo? Você não usa aliança.
- Deixe isso para lá.
                Rafael se aproximou e Guilia mudou de assunto imediatamente.
- Com certeza, doutor. Vou ficar de olho nela, nas restrições que você me passou. Muito obrigada!
                Rafael apertou a mão do médico que acenou positivamente com a cabeça. E assim deixaram um pedaço de sua história ali e Guilia levou um pedaço da história daquele lugar: misteriosos olhos azuis que a espreitavam.

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