domingo, 19 de junho de 2011

Doce Lembrança

                      "Dois jovens, dois caminhos, dois destinos e apenas uma chegada".

                                 
   Capítulo I:
2007- O Encontro
                     Inesperadamente é como tudo acontece. E não poderia ser de outra forma. Guilia tinha apenas seus bons e adoráveis dezesseis anos. Época dos sonhos multiplicados, das fantasias se expandirem. Guilia amava tudo isto e amava ser amada. Apaixonada pela vida, dedicava-se inteiramente aos estudos, ingressara no começo do ano em um pré-vestibular para encarar o futuro com mais graça. Ela era assim, inteligente, romântica e solitária. Enquanto isto, do outro lado do rio encontrava-se Arthur, um bom rapaz, na verdade um bom homem de seus trinta anos. Encantado também pela vida, aproveitava da melhor forma cada momento. Poeta, passava noites a fio escrevendo, mas todas as manhãs deixava suas inspirações e vestia seu melhor terno e se dirigia à rotina que se destinou: ser um excelente executivo. Ele era bom no que fazia. Palestrava todos os dias e era adorado por todos os que o cercavam.Imponente e carismático em seu trabalho, sensível e só em casa. Houve sim tempos que não estava tão solitário, afinal não eram trinta dias e sim trinta anos. Foi amado, mas nada deu certo,e, ao seu tempo, esvaiu de sua vida assim como esvaímos do mundo.
           Então, pessoas de mundos diferentes tinham algo em comum: a solidão. Mesmo que fossem amados por todos, nada os completavam. Eram sós. As noites eram longas em busca daquilo que ainda não se conhecia. E foi em uma tarde de verão que tudo ocorreu. Guilia e seus amigos caminhavam na praia e Arthur, o bom Arthur, admirava o pôr do sol sentado na areia. Na euforia adolescente, corriam pela areia, agarravam-se e riam constatemente. E nessa brincadeira, pegaram das mãos de Guilia um livro. Naquele instante a menina começou a correr desesperada para alcançar seu livro. Desesperada era sim como se encontrava Guilia. Seu livro favorito correndo de mão em mão. E foi assim que este foi arremessado e tomou outro rumo: os pés de Arthur. Sem pensar, pegou-o e observou sua capa enquanto Guilia se aproximava. Ela, ofegante, chegou e pediu desculpas pelo insejo e estendeu a mão para pegar o livro sem mesmo olhar para Arthur. Ele estava atônito. Havia alguém tão jovem bem na sua frente que sentia o mesmo gosto por poesia e não conseguia falar,admirado. Até que Guilia sentia a espera e olhou para ele cujo olhar era brilhante, tanto para o livro quanto para ela.Por um momento quis correr dali, por dois outros permaneceu. Olharam-se por um longo instante, unidos pelas mãos no livro e foi assim que Arthur resolveu falar.
             - Olá! Me chamo Arthur (ainda segurando o livro).
             - Oi! sou Guilia. Acho que você gosta de poesia tanto quanto eu.
             - Como sabe?
             - Você não largou o livro desde que ele chegou aos seus pés! 

           Sem graça, Arthur percebera que agarrara o livro com tanta força como se segurasse um tesouro em suas mãos. Ele largou e sorriu e ela riu. Conversaram durante muito tempo sem saber ao certo o que acontecia.O destino traçou os caminhos e eles viviam tal encontro. Ambos encantaram-se. Por fim, a noite caía e Guilia tinha de ir, pois seus amigos, cansados de esperá-la, despediram-se. A noite, os sorrisos, os olhares os envolviam de um jeito que perduraria para o resto de suas vidas.Entretanto, aquele momento mágico estava acabando.
            - Preciso ir, Arthur.Mas foi bom conhecer você
            -Já? Você quer que eu te leve e ...
                  Gulia o interrompeu.
            - Não precisa!! Eu sei me cuidar!
                   Mais se encantou Arthur naquele instante e se despediu.
            - Gostei de saber que existe alguém no mundo que alimenta a poesia tanto quanto eu.
            - Igualmente (suspirou)...Então é isso. Até breve (sorriu).
        Ela caminhou  e Arthur a viu ir e lembrou que não trocaram contatos. Não poderia se contentar apenas com aquele momento. Havia sido muito especial para acabar ali. Pensou em pedir o telefone, mas achou inconveniente. Então, gritou:
            - Guilia!! Você pode me dar seu e-mail? Talvez, quem sabe possamos conversar mais e nos...
                      Ela começou a correr na direção dele e a dizer:
            - Claro! Foi bom você lembrar disto!
        E, desta forma, a vida dos dois se encontraram. Encontro inesquecível para eles. Depois disso, a caixa de e-mails não ficou vazia por muito, muito tempo.






2 comentários:

  1. Uau! Será que estou diante das primeiras páginas de um Best seller? Você escreve muito bem. Tem facilidade de construir cenários em nossa mente a medida que lemos, sem falar da riqueza de vocabulário presente nos textos e a excelente habilidade de desenvolver diálogos. Parabéns!!!

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  2. rsrsrs...Quem me dera!!
    Obrigada por acompanhar a história e pelos elogios!!
    Um beijo,
    Thais B.

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